SETEMBRO É DOURADO: A SCP é parceira nesta causa

SETEMBRO É DOURADO: A SCP é parceira nesta causa

Setembro é o mês escolhido para conscientização do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil, representado mundialmente pelo símbolo do laço dourado.

O câncer na criança e no adolescente representa de 1 a 3% de todos os casos diagnosticados, sendo estimado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), a ocorrência de 12.600 novos casos na faixa etária de zero a 19 anos para o ano de 2017.

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Embora o câncer infanto-juvenil seja raro, representa a principal causa de óbito por doença nesta faixa etária.

Infelizmente no Brasil, baseado nos dados dos registros de câncer atualmente consolidados, muitos pacientes ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença em estádio avançado. Neste contexto, é importante a detecção precoce da doença, melhorando assim, as chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente/família.

O câncer infanto-juvenil, na maioria das vezes, se apresenta com sinais e sintomas inespecíficos, semelhantes às doenças comuns da infância. Portanto, o pediatra deve ter um alto nível de suspeição da doença diante da observação de determinados sinais e sintomas de alerta, principalmente se persistentes, visando promover um reconhecimento precoce da doença.

O tratamento do câncer infanto-juvenil deve ser realizado em centro especializado em oncologia pediátrica, por equipe multiprofissional e individualizado para cada tipo histológico específico e de acordo com a extensão clínica da doença (estadiamento) e com sua característica biológica.

Dados de um estudo sobre o panorama do câncer infanto-juvenil divulgados pelo INCA e pelo Ministério da Saúde (MS) identificaram que a sobrevida estimada no Brasil por câncer na faixa etária de zero a 19 anos é de 64%. O estudo apontou que a sobrevida variou de acordo com a região do País, sendo mais elevada nas regiões Sul (75%) e Sudeste (70%).

Quais são os principais sinais e sintomas de alerta para o câncer?

– Leucocoria (reflexo branco na pupila);

– Estrabismo, que surge repentinamente;

– Aumento de volume em qualquer região do corpo, principalmente indolor e sem febre, podendo estar associado ou não a sinais de inflamação;

– Equimoses pelo corpo em regiões pouco frequentes, sobretudo quando não associadas a algum tipo de traumatismo;

– Dores persistentes nos ossos, nas articulações e nas costas;

– Fraturas, sem trauma;

– Sinais precoces de puberdade: acne, voz grave, ganho excessivo de peso, pelos pubianos ou aumento do volume mamário nas meninas com menos de 8 anos de idade e nos meninos com menos de 9 anos de idade;

– Cefaleia persistente e progressiva, associada ou não a vômitos, alterações na marcha, no equilíbrio e na fala, além de perda de habilidades desenvolvidas e alterações comportamentais;

– Febre prolongada, perda de peso, palidez ou fadiga inexplicadas.

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