SCP Cast – A voz da Pediatria em SC
Dra. Denise Bonsfield da Silva, pediatra, hematologista e oncologista pediátrica, presidente do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade Catarinense de Pediatria, destaca o papel fundamental do pediatra na luta contra o câncer infantil retorna em mais um episódio do SCP Cast. Nesta 7ª edição, o tema é O papel do pediatra na luta contra o câncer infantil
O mês de fevereiro é uma data de alerta ao câncer infantil, que inclui o 15 de fevereiro, Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil. Instituída em 2002 por uma rede global de associações de pais e organizações de apoio, a mobilização tem como objetivo ampliar a conscientização, promover educação sobre a doença e fortalecer o suporte às crianças, adolescentes e suas famílias.
Estima-se que, no mundo, cerca de 400 mil novos casos de câncer sejam diagnosticados anualmente em crianças e adolescentes até 19 anos. Na América Latina e no Caribe, são aproximadamente 29 a 30 mil casos por ano. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, a estimativa para o triênio 2023–2025 é de cerca de 7.930 novos casos anuais nessa faixa etária. Atualmente, o câncer representa a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no país.
Na infância, predominam leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas. Nos adolescentes, destacam-se linfomas, carcinomas e tumores de células germinativas. Diferentemente de muitos cânceres em adultos, não há evidências científicas de que fatores relacionados ao estilo de vida estejam associados ao risco de câncer na infância. Por isso, em pediatria, a principal estratégia é a prevenção secundária, com ênfase no diagnóstico precoce.
A Dra. Denise ressalta que os sinais e sintomas podem ser inespecíficos e semelhantes aos de doenças comuns da infância, o que exige do pediatra história clínica detalhada, exame físico minucioso e alto grau de suspeição. O diagnóstico oportuno e o início rápido do tratamento em centros especializados são determinantes para melhorar os desfechos.
No Brasil, a sobrevida média é de aproximadamente 64%, com variações regionais importantes, refletindo desigualdades socioeconômicas e de acesso a serviços especializados. Entre os principais desafios estão o diagnóstico tardio, as dificuldades de acesso a centros de referência e a carência de apoio psicossocial. Para a Dra. Denise, é essencial fortalecer políticas públicas que reduzam essas desigualdades, garantindo diagnóstico e tratamento de qualidade para todas as crianças e adolescentes no país.
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Dra. Denise Bousfield da Silva
Pediatria | Hematologia e Hemoterapia
CRM/SC 3403 – RQE Nº 1041 | RQE 7020
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