Os dados mais recentes da PeNSE mostram um cenário que exige atenção imediata: quase 30% dos adolescentes brasileiros já experimentaram o cigarro eletrônico.
Convidamos o Dr. Eduardo Piacentini Filho, pneumologista pediátrico e presidente do departamento de Pneumologia da Sociedade Catarinense de Pediatria, para fazer esse importante alerta.
Em poucos anos, o número de usuários de cigarro eletrônico praticamente dobrou. Passou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024, entre jovens de 13 a 17 anos. Esse crescimento é ainda mais expressivo entre meninas e entre estudantes da rede pública.
O tabagismo é uma doença crônica, causada pela dependência da nicotina, e permanece como um dos principais fatores de risco para câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias.
No mundo, são mais de 8 milhões de mortes por ano. No Brasil, 477 mortes por dia por doenças associadas ao tabagismo.
O que mais preocupa é que essa dependência está começando cada vez mais cedo, associada a uma falsa percepção de segurança.
O cigarro eletrônico não auxilia na cessação. Ao contrário, aumenta a dependência e está associado a ansiedade, depressão, doença coronariana, agravamento da asma e lesões pulmonares agudas, como a EVALI.
Esse avanço não ocorre por acaso. Existe uma estratégia da indústria, com sabores, design atrativo e forte presença nas redes sociais, direcionada aos jovens.
No Brasil, esses dispositivos são proibidos pela ANVISA. Ainda assim, o consumo segue crescendo.
Isso exige vigilância e posicionamento. Não podemos normalizar. Trata-se de um risco real para a saúde dos nossos jovens.
Dr Eduardo Piacentini Filho
Pneumologia Pediátrica
CRM/SC 14359 – RQE 8969
Presidente do Departamento de Pneumologia da SCP
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