Dados do Mapa da Saúde da Criança Catarinense apontam que até 20% da população infantojuvenil apresenta sobrepeso e 16% vive com obesidade. Os números reforçam a importância de olhar para a saúde e os hábitos de crianças e adolescentes desde cedo.
Neste Setembro Laranja, a Sociedade Catarinense de Pediatria (SCP) alerta que a obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, influenciada por fatores genéticos, familiares, ambientais e comportamentais.
As consequências podem surgir ainda na infância. Crianças e adolescentes com obesidade podem apresentar resistência à insulina, alterações no colesterol e triglicerídeos, hipertensão arterial e esteatose hepática, além de impactos psicossociais relacionados ao preconceito, bullying e estigmatização.
A obesidade infantil não é uma escolha. Ela precisa ser reconhecida e tratada como uma doença, sem julgamentos ou estigmas.
A prevenção começa desde os primeiros mil dias de vida e envolve aleitamento materno, alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e controle do tempo de telas. O acompanhamento pediátrico regular permite monitorar o crescimento, o IMC e identificar precocemente fatores de risco e doenças associadas.
Quando o sobrepeso ou a obesidade já estão presentes, o tratamento deve ser individualizado, envolver a família e priorizar hábitos sustentáveis, sem dietas restritivas ou cobranças relacionadas à aparência.
Cuidar da obesidade infantil hoje é também proteger a saúde dessa criança no futuro.
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Dra Marilza Leal Nascimento
Endocrinologia Pediátrica
CRM 3191/SC l RQE 4609
Presidente do departamento de Endocrinologia da SCP
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